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Unidas adotará a 4ª edição da CBHPM em Sergipe.




 


O que é ?

A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos é o parâmetro de honorários médicos que visa garantir uma remuneração digna e equilibrada dos serviços prestados.
A CBHPM surgiu da ação unificada da Associação Médica Brasileira, Conselho Federal de Medicina, Sociedades de Especialidade e apoio das demais entidades médicas do país.

Essa importante conquista busca preservar o respeito ao profissional médico, como também, ampliar a qualidade no atendimento ao paciente.









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Histórico

Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que já começa a ser adotada, resultou de exaustivo trabalho técnico - hierarquizado intra e interespecialidades. Trabalho desenvolvido ao longo de três anos pela AMB, CFM e Sociedades de Especialidade, com assessoria da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe).

A idéia da criação de uma lista referencial tecnicamente defensável que contasse com o aval das entidades médicas nacionais - AMB, CFM, Fenam e CMB - surgiu em março de 2000, na reunião de planejamento estratégico AMB/CFM. Antes de ser o ficialmente lançado, no dia 15 de julho, em Vitória/ES, o texto foi publicado para consulta pública na internet e, depois, aprovado pelas plenárias do CFM e AMB. Em sua última etapa antes da impressão, a CBHPM foi debatida no Encontro Nacional de Entidades Médicas (ENEM), realizado em maio, em Brasília. Ali foi anunciada a edição de uma resolução normativa do CFM, tornando-a referencial ético para a remuneração de honorários médicos - resolução essa publicada em 7 de agosto de 2003, sob o nº 1.673/2003.
"Não havia outra maneira científica e ética de organizar os procedimentos médicos senão a realizada na Lista.

Essa foi a forma que nós, médicos, encontramos para dizer quanto vale o nosso trabalho", afirmou Edson Andrade, presidente do CFM, durante o lançamento da CBHPM, em Vitória. "O lançamento da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos é um marco histórico para a classe médica brasileira. Melhor ainda será a sua transformação em instrumento balizador não apenas para o setor privado mas para o sistema público de saúde", completou o presidente da AMB, Eleuses Paiva. Simultaneamente ao lançamento da CBHPM em várias capitais brasileiras, as entidades médicas nacionais iniciaram um movimento nacional visando a sua implantação.

Foi criada a Comissão Nacional de Implantação da CBHPM, formada por Abdon Murad Neto e Antonio G. Pinheiro (CFM), Eduardo da Silva Vaz, José Luiz Gomes do Amaral, Lincoln M. Freire e Lúcio Antônio P. Dias (AMB), José Erivalder Guimarães (CMB) e Héder M. Borba e Márcio C. Bichara (Fenam), que organizou o "Dia Nacional de Mobilização", desencadeado em todas as capitais do país em 11 de nov e m b ro. Nesta data, em coletivas à imprensa, as entidades médicas nacionais apresentaram o documento Carta aberta ao presidente da República, resumindo suas principais reivindicações em relação ao setor de saúde suplementar. Entre elas, a adoção da CBHPM como padrão mínimo e ético de remuneração, conforme determina a Resolução CFM nº 1.673. Em seguida, a Comissão editou e distribuiu aos 280 mil médicos do país o jornal Mobilização, apresentando, de fo rma resumida, como foi o "Dia de Mobilização" em todos os estados e os avanços obtidos nas negociações para a implantação da CBHPM.

Implantação

Desde o lançamento da CBHPM, a Comissão de Implantação vem se reunindo com representantes de entidades do setor suplementar de saúde. A União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas) foi a primeira operadora de plano de saúde a assumir o compromisso de adotar a CBHPM. Em comunicado conjunto com a AMB e o CFM, a entidade, resultante da fusão dos grupos Ciefas e Abraspe, reconhece a CBHPM como parâmetro justo de remuneração médica e assume a responsabilidade de orientar suas filiadas a adotá-la em, no máximo, seis meses.

Reunido em outubro, no Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2003, promovido pelo Conselho Federal de Medicina, em Brasília, o sistema cooperativo Unimed também passou a debater a implantação da CBHPM. Participaram do encontro os presidentes da Unimed do Brasil, Celso Barros, da Confederação das Unimeds do Brasil, Antonio Albert o de Felício, da Aliança Cooperativista Brasileira, Reginaldo Tavares de Albuquerque, e Emerson Fidelis, da Unimed de Belo Horizonte. Ao final do encontro, o presidente do CFM, Edson Andrade, sugeriu a criação de uma comissão integrada por dirigentes da Unimed e representantes da classe médica, objetivando uma posição oficial do sistema em relação à CBHPM.

"Já nos reunimos, também, com representantes da Abramge e Fenaseg, além de empresas como Bradesco e Sul-América. No entanto, ainda aguardamos decisão oficial de todas elas quanto à aceitação da CBHPM", destaca o presidente da AMB, Eleuses Paiva. Em relação à área governamental, as entidades médicas já agendaram audiência com o ministro da Saúde, Humberto Costa, para apresentá-la oficialmente ao governo e discutir a sua adoção pelo Ministério da Saúde e Agência Nacional de Saúde Suplementar. Uma campanha publicitária nacional está sendo preparada pelo CFM e AMB para conscientizar os médicos e mostrar à população a importância da CBHPM.

Reavaliação

Em agosto último, a Comissão Nacional de Honorários Médicos (CNHM) reuniu-se na sede da AMB para reavaliar a CBHPM após o seu lançamento oficial. Como explica o coordenador da Comissão e 1º tesoureiro da AMB, Amilcar Martins Giron, foram identificados alguns erros a serem corrigidos. "Anualmente, faremos as alterações e, até , possíveis inclusões podem ser aprovadas pela Comissão", explicou. A CNHM é integrada por Mariza D'Agostinho Dias e Flávio Pabst, representantes da AMB, Antonio Gonçalves Pinheiro e Edvard Araújo, do Conselho Federal de Medicina, e Márcio Costa Bichara e José Roberto Murisset, da Federação Nacional dos Médicos.

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Resolução CFM Nº 1.673/03 CBHPM

Ementa: A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos é adotada como padrão mínimo e ético de remuneração dos procedimentos médicos para o Sistema de Saúde Suplementar.

O Conselho Federal de Medicina, no uso das atribuições que lhe confere a Lei n 3.268, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045, de 19 de julho de 1958, e,

CONSIDERANDO que lhe cabe, juntamente com os Conselhos Regionais de Medicina, zelar e trabalhar, por todos os meios ao seu alcance, pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exerçam legalmente (artigo 15, letra h da Lei nº 3.268/57);

CONSIDERANDO que para que possa exercer a Medicina com honra e dignidade o médico deve ser remunerado de forma justa (artigo 3º do Código de Ética Médica);

CONSIDERANDO a aprovação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, por ocasião do X Encontro Nacional das Entidades Médicas, realizado em Brasília-DF, em maio de 2003;

CONSIDERANDO o decidido na Sessão Plenária de 7 de agosto de 2003,

RESOLVE:

Art.1 - Adotar como padrão mínimo e ético de remuneração dos procedimentos médicos, para o Sistema de Saúde Suplementar, a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, incluindo suas instruções gerais e valores.

Art. 2 - Os valores relativos aos portes de procedimentos deverão ser determinados pelas entidades médicas nacionais, por intermédio da Comissão Nacional de Honorários Médicos.
Parágrafo único - As variações, dentro das bandas determinadas nacionalmente, serão decididas pelas Comissões Estaduais ou Regionais de Honorários Médicos, levando-se em conta as peculiaridades regionais.

Art. 3 - Revogue-se as disposições em contrário.

Art. 4º - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília-DF, 7 de agosto de 2003

EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE RUBENS DOS SANTOS SILVA
Presidente Secretário-Geral

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Campanha CBHPM

Na campanha publicitária pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos foram detectados meios para obtenção de maior inserção junto à classe médica e à sociedade. Assim, foram confeccionados 300 mil adesivos para serem distribuídos aos médicos de todo país; foram fixados 300 outdoors em todas as capitais do Brasil, entre os dias 13 e 26 de março e veiculado anúncio nas revistas Época e Isto É na semana do dia 11 de março de 2004.

Cartaz

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Comissão Nacional de Implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos Membros: CBHPM

Lincoln Freire - AMB
Eduardo da Silva Vaz - AMB
Lúcio Antonio P. Dias - AMB
José Luiz G. do Amaral - AMB
Abdon José Murad Neto - CFM
Antonio Pinheiro - CFM
José Erivalder Guimarães - CMB
Héder Murari Borba - FENAM
Márcio Costa Bichara - FENAM

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UNIDAS ADOTARÁ A 4ª EDIÇÃO DA CBHPM EM SERGIPE

Os médicos sergipanos são os pioneiros no acordo com a Unidas, para implantar a quarta edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). De acordo com o termo assinado no dia 21 de setembro, a versão mais atual da classificação será implantada na íntegra, em 1º de janeiro de 2007.

O acordo prevê o reajuste da consulta para R$ 36, retroativo a 1º de setembro deste ano e para R$ 38,00 a partir de 1º de janeiro de 2007. Além disso, os valores dos portes terão aumento de 2,5%, também válidos já em setembro.

Segundo o coordenador da Comissão Estadual de Honorários Médicos (CEHM), Adelson Chagas, os novos valores correspondem aos da CBHPM, com redutor de 18%. No entanto, contratualmente, foi mantida a banda de menos 20% e concedido o reajuste de forma independente.

Chagas explica que a medida facilitará a adaptação do acordo ao reajuste sobre a classificação, a ser calculado por uma instituição econômica contrata pelas entidades médicas nacionais.

O coordenador revela que a Unidade de Custo Operacional (UCO) continua com o mesmo valor. "Entretanto, uma reavaliação do acordo está condicionada às resoluções da Câmara Técnica Permanente da CBHPM, da qual participa também a direção nacional da Unidas", ressalta Chagas.

Leia o Termo de Acordo

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